quinta-feira, 26 de março de 2009

Belo Belo, Não tenho nada que Quero

Não me mostre
as felicidades de vocês
Não quero ver
seus beijos, namoros ou casamentos
E estar no mais aberto dos isolamentos

Não quero ouvir
nem ver, olhar, saber.
Não quero,
e não diga que exagero

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

RADAR!!!

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/30/japao+enfrenta+uma+profunda+recessao+talvez+a+pior+desde+a+2+guerra+3718967.html

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,amazonia-sofreu-destruicao-de-17-em-cinco-anos-diz-onu,315495,0.htm

Pois sim, pois sim... que venha a calmaria!

E o que mais eu deveria saber?

É... difícil saber onde se concentar, em que notícia se aprofundar, para onde olhar.
Saio de casa às oito da manhã e já na primeira esquina me dá a sensação de que estou perdendo algo, deixando de perceber, deixando de ver.
De fato, hoje em dia muita gente, arrisco até a maioria, não vêem. Olham apenas. Olham mas se perdem na imensidão, na população, no non sense.
Eu saio às oito e minha cabeça até a próxima oito, não pára. Eu sento, eu penso, eu faço, eu corro, eu escrevo, eu trabalho, eu almoço, volto, e eu escrevo, eu corro, eu levanto, eu atendo, eu recebo, eu escrevo, eu levanto, eu saio, eu ando, eu vou, eu corro, eu volto, eu como, eu assisto.
Eu, eu, eu.... Paradoxo... no meio de tantos eus.... Dificilmente forma-se um nós.

Em meio a isso tudo, me dá vontade de entender porque estamos onde estamos. Porque o Battisti não vai logo embora, e as importações passaram a ser "vistoriadas". Porque o Barack não conversa também com o Hamas, e os partidos se sujam todos pelo Senado.

Me dá vontade de entender porquê não entendemos, sociedade da desinformação.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Grande Cidadão

Mas que coisa grande esta cidade grande não?
Julgo que você, companheiro, por estar lendo este texto decerto é de uma cidade grande, mas cuidado, devo lembrar que cidade grande não é Belo Horizonte ou Rio de Janeiro, mas sim São Paulo, Chicago, Xangai entre outras. Acredito que até mesmo Buenos Aires periga em não ser considerada uma cidade grande, pelo menos para mim, e olhe que sou um dos brasileiros mais apaixonados por esta... cidadela?
Mais o que quero dividir contigo companheiro da cidade grande são esses diversos sentimentos que a cidade faz aflorar em nossa pele em questão de minutos. Por exemplo, ontem, ou será hoje? Não desculpe hoje é quinta não é mesmo? Isso é quinta-feira, que confusão, enfim por exemplo hoje. Hoje estava a caminho do trabalho e pela primeira vez completamente sozinho, sim meu caro isso mesmo que escrevi, e digo sozinho na mais puro significado da palavra. Apesar de estar na Av. Paulista com mil citizens, prédios, cachorros, mendigos, loucos, padres, gringos e amigos a todo lado, sim eu estava sozinho.
Já compreendo a surpresa caro leitor e imagino que deva estar se perguntando: O quê mais o que ele fazia sozinho indo ao trabalho? Sem um Ipod, um rádio, muito menos um jornal, nem ao menos um Iphone ou até mesmo alguma um livro que fosse? Repito leitor, que entendo, mas me perdoem a ousadia de ficar desconectado de tudo e todos, sei que mesmo que por apenas alguns minutos fui um tanto ousado deixando passar despercebidas as notícias sobre a desvalorização do dólar, a reeleição de nosso Lula pela 3 vez consecutiva, ou até mesmo uma ligação de Barack pra Osama. Mas antes de criticarem, entendam que graças a essa minha ousadia por menor que seja, consegui experimentar uma sensação nova em minha vida, a de ficar a sós.
Logo após descer do ônibus e comer alguma coisa na padaria, comecei a minha caminhada para o trabalho, claro que uma caminhada de no máximo 10 minutos companheiros, imaginem só, bem eu. Eu, meu terno e o sol, não mais que 10 minutos por favor. O que diria meu chefe ao empregado ensopado ao entrar no trabalho? Que vergonha, se ao menos um dos pingos fosse de respeito.
Perdoem a interrupção. Exatamente após o início do terceiro minuto de caminhada, envolto pelo meu estado de solidão e silêncio deparo comigo e somente eu. Incrível não havia percebido que estava a sós, graças ao esquecimento de minha pasta juntamente com meu celular, na casa de minha irmã, onde almocei – ahhhh que problema que isso iria me causar.
Problema que se tornou em diversão, já que no quinto minuto percebi o quão saborosa é esta tal de solidão. Me deparei com pensamentos made bymyself, que magnífico! Comecei então no sétimo minuto a perceber flores brotando do asfalto, raios de sol luzindo através da poluição, até mesmo o caos dos carros não me desviaram dessas raridades.
Quando de repente, companheiros, não mais que de repente,sim eu atingi o clímax, desculpem por não saber em que minuto estava de minha caminhada, pois caros, eu não estava pensando, isso mesmo senhores eu estava sem pensamento algum na cachola, estava flutuando, hipnotizado, vibrando em algum outro lugar. Na Paulista, porém, somente meu fétido corpo começando a suar e meu terno de linho branco.
Ah, o que foi isso?! Que sensação foi aquela?! Admito que ao certo eu não, até tentei me informar de algo chegando ao trabalho no Google, mas o máximo que encontrei na tela foram alguns anúncios de aulas de yoga e inscrições para se converter ao budismo.
Enfim companheiros perdoem-me a pressa e o tamanho do texto, mas é que estou tão atrasado para um compromisso, quer dizer alguns compromissos que necessito partir imediatamente; mas tenho a absoluta certeza que entenderão.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Perdidos no Tempo

O Tempo nunca andou tão devagar em minha vida.
Parece que não passa,
não anda sequer um momento.

O Tempo, sem você, anda tão lento
...tão lento ...tão ...mas tão desatento
(Que) pensando em sua volta, esqueceu-se de andar.

E de tão lento... mas tão lento que andava,
acabou se perdendo em seu próprio tempo,
só de ficar pensando em te amar.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Receita do Lápis

O lápis.
Com o tempo ele se desgasta
e cabe a nós o apontá-lo.

Quando o apontamos e sua ponta teima em cair
devemos ter a calma de apontá-lo pelo menos duas mais vezes.
Assim veremos se ainda presta ou se já está todo quebrado por dentro.

Um lápis não tem medida certa.
Alguns são maiores, outros menores
alguns duram mais e outros duram menos.

Têm até mesmo aqueles
que duram para sempre,
admito que raros sejam os casos

Um lápis sempre carrega em si alguma marca de maltrato,
nem por menor que seja uma pequena mordida ou um pequeno amassado.
E mesmo assim não o deixa de desempenhar seu papel fundamental.

Infelizes são aqueles que não conseguem apontar o lápis
e tirar dele as palavras, os desenhos, os rabiscos
enfim tudo o que um lápis pode proporcionar.

Mesmo que este seja curto
mesmo que este seja breve,
ou mesmo que este dure para sempre.